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Mostrando postagens de Março, 2013

O progresso e as ilusões

Para o escritor paraense Daniel Munduruku, autor de 42 livros, indígenas podem ajudar o país a despertar para os engodos do desenvolvimento capitalista e do consumismo Por: Spensy Pimentel Publicado em 16/02/2013 Daniel: "Os indígenas não criam conceitos para definir a existência nem inventar teorias sobre o sentido da vida" (Foto: Jonas Barbetta/Netnews.com Soluções) Ele não costuma aparecer nas listas de mais vendidos em jornais e revistas, mas é presença obrigatória nas bibliotecas infanto-juvenis. De forma discreta, mas contundente, foi a partir das crianças, o “coração” da nossa sociedade, que Daniel Munduruku e um grupo de escritores de vários povos, de norte a sul do país – como o guarani Olívio Jekupé, o maraguá Yaguarê Yamã e René Nambikuara –, traçaram sua estratégia para transformar a visão dos brasileiros a respeito dos indígenas do Brasil. Tudo indica que já começaram a ter sucesso. Daniel calcula que seus 42 livros, lançados por 14 editoras, já venderam 2 milhõe…

Páscoa é Passagem...

Lembro que o primeiro texto que tive coragem de mostrar para meu professor de português foi sobre a páscoa. Eu tinha por volta de 16 anos de idade e fazia o primeiro ano colegial (ensino médio hoje). Vivendo num ambiente extremamente religioso e imbuído do espírito pascal que a escola me proporcionava, redigi uma redação onde colocava o que eu considerava o verdadeiro sentido da minha fé juvenil: conversão, mudança, transformação. Falei sobre isso com a desenvoltura de um teólogo e tomei coragem de apresentar ao saudoso professor Benedito, homem com espírito de mestre. Ele tomou meu texto nas mãos e leu sem esboçar nenhuma reação que demonstrasse gostar ou desgostar do que estava escrito. Ao final ele fitou-me nos olhos e disse sem rodeios: - Vá reproduzir no estêncil a álcool e passe cópias para seus colegas de classe. Seu texto é muito emocionante! Não soube o que dizer. Fiquei numa felicidade tamanha! Não consegui esconder meu contentamento, dei um forte abraço no professor e corri p…

I Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais do Sertão.

Publicado em25/03/2013porcomunicacaoapoinme Entre os dias 21 e 22 de março, foi realizado na aldeia Capateira, TI Entre Serras Pankararu, o I Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais do Sertão, esse evento foi idealizado e realizado pela Associação Indígena de Entre Serras Pankararu – AIPES e a Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco, contou também com os apoios da Prefeitura de Tacaratu – PE, Prefeitura de Jatobá – PE, Quilombo Malunguinho, APOINME, Secretaria de Transporte de Pernambuco, Secretaria de Agricultura Familiar de Pernambuco, IPA, Fundarpe, Ministério Publico de Pernambuco, OAB – PE, FUNAI e Pólo Básico da SESAI Entre Serras Pankararu. Esse encontro contou com a presença de mais de 300 pessoas entre elas indígenas, juremeiros, quilombolas, pescadores, ciganos e ribeirinhos, pois o objetivo foi de socializar os conhecimentos tradicionais dos participantes, e com isso unir e fortalecer o movimento e a luta desses seguimentos. E na abertura do evento teve a apresentaçã…

Na Amazônia, uma disputa entre cônsul e Ibama pelo livro sagrado.

Órgão multa holandês por captura de conhecimento indígena; estrangeiro nega.
Roberto Maltchik (Email · Facebook · Twitter)

Receitas xamânicas foram produzidas e compiladas em livro na língua nativa da etnia Kaxinawá, em aldeia (na foto) localizada no Baixo Rio Jordão (AC) Divulgação/Ibama
RIO - A ação de uma ONG baiana, presidida pelo cônsul honorário da Holanda em Salvador, numa terra indígena no Acre, quase na fronteira com o Peru, pôs o Ibama em alerta e se transformou em mais um rumoroso episódio de suspeita de acesso ilegal ao patrimônio genético da biodiversidade brasileira. Em jogo, o conteúdo de um livro da etnia Kaxinawá, com a linguagem e as receitas xamânicas relacionadas a 516 ervas medicinais, que teriam o poder de curar 386 tipos de doenças tropicais, especialmente provocadas pelo contato entre o homem e outros animais. O caso remonta ao ano de 2010, quando o etnomusicólogo brasileiro Ricardo Pamfilio de Souza, financiado pela ONG Arte, Meio Ambiente, Educação e Idosos (…

Os 70 autores de Frankfurt

Jã estão definidos os 70 autores brasileiros que irão à Feira de Frankfurt. Nós estamos ali também.


PublishNews - 14/03/2013 - Redação Comitê organizador divulga lista de autores brasileiros que irão à Feira de Frankfurt em outubro
Durante uma coletiva de imprensa na Feira do Livro de Leipzig, o comitê que organiza a participação do Brasil como convidado de honra na Feira de Frankfurt este ano anunciou a lista dos 70 autores que irá representar o Brasil em outubro, na feira. Os nomes foram escolhidos por uma comitiva composta pelo crítico literário Manuel da Costa Pinto, Antonio Martinelli, do Sesc-SP e Antonieta Cunha, diretora de Livro, Leitura e Literatura da FBN. Os critérios foram a diversidade e a pluralidade, o equilíbrio entre escritores consagrados e a nova geração, a variedade de gêneros (prosa; poesia; ensaio, biografia e crítica literária; literatura infanto-juvenil e obras técnicas e científicas) e a qualidade estética, privilegiando também autores que já foram publicados o…

Práticas Educativas no SESC Bauru - SP

Espero por vocês no SESC Bauru para um ciclo de encontros que tem por objetivo desmistificar a separação entre teoria e prática, vivenciar a diversidade e trazer para o dia a dia todas as possibilidades do aprender, sob perspectiva humanizadora. Destinado a educadores, profissionais e estudantes de educação física, dança, recreacionistas, técnicos esportivos, pedagogos e interessados em geral.

Xipat Oboré


I Festival de Ilustração da Bahia

Para os que gostam de ilustração, segue minha indicação para o I Festival de Ilustração da Bahia.
http://ilustrafestival.com.br/

Almir Suruí recebe o título de Doutor da Unir

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) concederá nesta sexta-feira o título de Doutor Honoris Causa ao líder indígena Almir Narayamoga Suruí, 38 anos. O evento será na no auditório da Unir Centro, às 16 horas durante uma sessão extraordinária do Conselho Superior Acadêmico (CONSEA), aberta ao público em geral.
Almir é o líder do povo indígena Suruí que habita a Terra Indígena Sete de Setembro, situada na região de Cacoal-RO. A população é de aproximadamente 1.400 índios, que se autodominam Paiter, que quer dizer “gente de verdade”.
Aos 15 anos, entendendo pouco o português, aceitou convite da Universidade Católica de Goiás para estudar Biologia Aplicada. Ao retornar, passou a atuar na Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí, junto com outras lideranças, além de investir em ações que defendem o meio ambiente e a cultura indígena. Em 1999, conseguiu que o Ministério do Meio Ambiente realizasse o Diagnóstico Agroambiental da Terra Indígena Sete de Setembro. Em 2005, contra…

A TEMÁTICA INDÍGENA EM SALA DE AULA (SESC Belenzinho)

SESC BelenzinhoDia(s) 16/03 Sábado, das 11 às 16h. O encontro apresenta e discute a lei 11.645, que desde 2008 garante o ensino da temática indígena em todos os níveis de ensino. Buscando motivar os educadores a conhecer e praticar a lei e contribuir para a diminuição do preconceito e da exclusão social a que nossos povos foram submetidos ao longo da história, o encontro colocará em pauta o tema dos povos indígenas brasileiros e sua diversidade, a educação e arte indígena, entre outras questões. Orientação: Daniel Munduruku. Daniel Munduruku é graduado em Filosofia e doutor em educação pela USP. É comendador da ordem do mérito cultural da presidência da república e autor de 43 livros para crianças, jovens e adultos. Duração: 1 encontro. 30 Vagas. Oficina 3. Inscrições: dia 05/3 [TERÇA], pessoalmente, a partir das 14h, no estacionamento. Havendo disponibilidade de vagas, as inscrições seguirão no 1º pavimento a partir do dia 06/3 [QUARTA], às 11h. Não recomendado para menores de 16 anos…

A literatura indígena, segundo Daniel Munduruku (Entrevista para o Blog do Inst. Ecofuturo)

"O brasileiro precisa conhecer de verdade que o que ensinam para ele – sobre nossos povos e outros temas – é mentira", afirma Daniel Munduruku em entrevista exclusiva ao Instituto Ecofuturo. Autor de mais de 40 livros e um dos mais respeitados autores indígenas do país, Munduruku fala da vitalidade dos saberes ancestrais e de como os brasileiros, que são também indígenas na sua essência, ignoram tradições fundadoras da nossa própria identidade. À frente do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais, o escritor acredita na força da literatura como “grito consciente e consistente” de povos cujas vozes foram, durante séculos, silenciadas e luta para que se cumpra a lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira e História e Cultura Indígena nas escolas. Como você descobriu a literatura, como leitor e escritor? Nunca fui um exímio leitor. Descobri a leitura – e não a literatura – quando já era adolescente. Na escola religiosa em qu…