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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

ONG divulga fotos inéditas de índios na fronteira entre Brasil e Peru

Aldeia de índios isolados Mashco-Piro (Foto: Gabriella Galli/Survival/Divulgação)Fotos feitas entre agosto e novembro de 2011 foram divulgadas nesta terça-feira pela ONG Survival International. As imagens mostram índios isolados da etnia Mashco-Piro que vivem no Parque Nacional de Manú, dentro da Amazônia, no Peru. 

A fotógrafa Gabriela Galli se deparou com  os índios durante uma expedição em busca de pássaros da Amazônia e não teve contato com eles. 

Segundo a ONG, os Mashco-Piro são uma das tribos isoladas que já foram detectadas ao redor do mundo, mas está cada vez mais difícil de encontrá-los dentro do parque. Isso porque eles  entram para mata fechada com medo das atividades madeireiras e de extração de gás e petróleo.

Ainda de acordo com a Survival, o primeiro contato da população com os índios pode ser perigoso para ambas as partes. O caso do sertanista José Carlos Meirelles dos Reis Júnior, que foi atingido no rosto por uma flechada de índios isolados, exemplifica o perigo. O aci…

Língua indígena "M'BIÁ" será patrimônio imaterial

Um dos primeiros grupos a estabelecer contato com os europeus, no início da colonização do continente americano, a população guarani resistiu ao processo de ocupação e domínio que dizimou os povos originários na região. Para sobreviver a este processo, uma das principais formas de resistência se deu pela preservação do idioma. 

O rico repertório lingüístico utilizado entre os falantes da etnia Mbyá Guarani será reconhecido como patrimônio nacional listado entre os bens culturais imateriais, acervo de expressões simbólicas protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

Para isso, acaba de ser lançado um inventário sobre a língua dos Mbyá, durante encontro promovido pelo Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), órgão responsável por executar a pesquisa e instituir o levantamento entre 69 aldeias dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio d…

AQUECIMENTO GLOBAL

Olivio Jekupé



Hoje em dia o que mais se escuta falar é do aquecimento global, e sei que muitos estão assustados com esse problema, e é um problema que está afetando a todos.
Por isso essas palavras estão chegando também nas aldeias indígenas. Sei que nosso povo indígena tem muito a contribuir com isso, porque se formos falar a verdade, não somos os causadores desse aquecimento global, não somos os inventores dessas grandes máquinas poluidoras, não somos nós os destruidores da floresta, não somos nós que poluímos os rios com venenos, mas nem por isso devemos ficar de fora desse acontecimento.

Temos que educar nossos filhos a continuarem amando nossa mãe terra, e tudo o que nela existe, porque ela nos dá tudo e continuaremos precisando dela sempre. Sendo assim, um bom filho tem que continuar amando sua mãe, e a mãe continuará amando seus filhos.
Por isso cabe a nós índios, seja guarani ou de outro povo, nós que moramos nas aldeias, devemos continuar amando nossa mãe natureza e ao mesmo te…

'Os índios são, sim, muito sofisticados', diz Cao Hamburger

Diretor fala sobre 'Xingu' filme que exibirá, dia 15, em Berlim MARILIA NEUSTEIN - O Estado de S.Paulo Paulo Giandalia/AE 'Belo Monte é algo muito retrógrado e reacionário', diz Cao Hamburger Cao Hamburger pouco conhecia sobre a história dos irmãos Villas-Bôas, quando recebeu proposta de Fernando Meirelles para fazer um filme sobre eles.

Na época (2008) o cineasta ficou um tanto reticente. Porém, depois de pesquisar sobre a vida dos sertanistas e a cultura indígena, topou o desafio. E foi de forma apaixonada e entusiasmante que o diretor contou à coluna sobre os bastidores de Xingu, longa-metragem recentemente selecionado para o Festival de Berlim. "Eu tinha medo de fazer uma coisa que ficasse muito nacionalista ou chapa-branca", explica. "Mas, depois de pesquisar sobre a vida deles e sobre o universo indígena, foi uma experiência transformadora".

A produção por si só, relata Cao, foi digna de uma aventura. Queimadas, carros atolados e até aciden…

Vídeo nas Aldeias 25 Anos

O livro Vídeo nas Aldeias 25 Anos já está à venda. Pode ser encomendado pelo catálogo on-line do site, pela Livraria Cultura, ou loja do Instituto Socio-ambiental). O Livro conta a história do projeto com vários povos indígenas no Brasil, é bilingue (inglês+português) e é acompanhado de 2 DVDs com dez filmes representando várias etapas do trabalho do projeto, além de trazer um belo ensaio fotográfico, numa excelente impressão de arte. Um produto feito com carinho celebrando a história do Vídeo nas Aldeias, e o cinema indígena brasileiro.

http://videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=102

Bonecas Karajá: Novo Patrimônio Cultural Brasileiro

25/01/2012
Além de uma referência cultural nas aldeias indígenas, as Bonecas Karajá representam, muitas vezes, a única fonte de renda das famílias. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou, nesta quarta-feira, dia 25 de janeiro, o Ofício e os Modos de Fazer as Bonecas Karajá como Patrimônio Cultural do Brasil. A proposta foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás - GO, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins - TO, com anuência de membros das aldeias Buridina, Bdè-Burè e Santa Isabel do Morro. Para o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, comemorou o registro ressaltando o trabalho do Iphan de ampliar o número de bens protegidos em todo o país e de alterar a interpretação do que é patrimônio cultural. Para ele, o registro do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá “representa uma …

Cultura do Povo Terena, narrada por Isac Dias, ancião Terena.

Aldeia Limão Verde em Aquiaudana – MS Produzido pela indígena Naine Terena Postado por: Índio Educa

LITERATURA INDÍGENA EM REVISTA

A Revista Continente é uma publicação da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Por Luiz Arrais, superintendente de criação, fui convidado a ilustrar a capa e a respectiva matéria especial da edição #133, que trata da chamada literatura indígena.

A matéria, assinada pela jornalista Isabelle Câmara, destaca o crescente interesse por obras de autores indígenas no cenário editorial brasileiro. Diversos autores são lembrados, tais como Marcos Terena, Eliane Potiguara, Graça Graúna, Olívio Jekupé, Nhenety Kariri-xokó, Tkainã, Vãngri Kaingáng e outros. Há também uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku, que expõe sua percepção sobre a literatura indígena e toda a sua diversidade étnico-cultural. Também dei uma palhinha sobre o tema. Quem puder, confira a Continente, uma publicação muito bem cuidada.






Tanto tradicionais quanto contemporâneas, ilustrei a matéria com estas as duas licocós acima, ou bonecas de barro feitas pelas mulheres Karajá. Uma delas lê. Enquanto a outra, digita em…

Literatura indígena: balanço e perspectivas

Por Daniel Munduruku - Revista Emília

Encontros e caminhos

O ano de 2011 foi bastante profícuo para a literatura indígena. Seja por conta das publicações seja por causa dos eventos que tiveram como enfoque a produção literária de autores indígenas. Desde 2004 acontece anualmente o Encontro Nacional de Escritores e Artistas indígenas no Salão FNLIJ de Livros para Crianças e Jovens. Naquele ano apenas 12 autores estiveram presentes e testemunharam o início de um movimento que se somaria às outras ações como a luta pela terra, a sustentabilidade, a autonomia, o meio ambiente, entre outras. Naquele momento histórico, nascia a luta pelo direito à literatura, à leitura literária entre os indígenas. Nascia um movimento que mostraria ao Brasil a rica diversidade nativa, dessa vez contada pelos próprios indígenas. Como resultado daquele primeiro encontro foram criados dois concursos anuais: o Concurso Tamoios, voltado para descobrir talentos literários entre os indígenas; e o Concurso Curumim de…

Literatura Indígena

Kaká Werá

A literatura escrita por índios é relativamente nova no Brasil. Iniciou-se no principio dos anos de 1990. Isso não quer dizer que os índios não escreviam ou que não haviam aprendido os códigos de comunicação da sociedade que aqui aportou no século XVI. Os padres jesuítas ensinavam os guarani a ler e escrever desde essa época. O incoveniente é que eles usaram a educação como um método de desvalorizar a cultura ancestral. mas índios escreveram sobre medicina das ervas, sobre seus mitos e suas formas de pensar.
Os primeiros brasileiros á estudar no exterior foram os tupinambás, em 1556, quando foram fazer apresentações culturais na França. eram cerca de 50. desses, talvez entre cinco e dez ficaram por lá, estudando e aprendendo outra cultura.

Mas infelizmente tudo que existe escrito sobre índio até o início dos anos 90 ou foi uma visão de aventureiro, ou de etnólogo, antropólogo, sociólogo ou algum destes especialistas da academia. Isto não quer dizer que não buscaram refletir…

No Amazonas, falso pastor desaparece com 13 índios da etnia paumari

Altino Machado às 5:53 pm POR OIARA BONILLA
Casa paumari no verão Um homem que se apresentou como pastor e “parente” dos índios Paumari, da Aldeia Crispim, no Rio Purus, no Amazonas, desapareceu, segundo denúncia dos moradores, com 13 índios da etnia - cinco adultos, seis adolescentes de 12 a 16 anos, um menino pequeno e um bebê de colo. No sábado (14), recebi um telefonema de uma mulher paumari, moradora da Aldeia Crispim, situada na Terra Indígena Paumari do Lago Marahã, no município de Lábrea (AM). Ela estava muito preocupada com sua filha mais nova e seus netos que haviam sido levados por um homem que se apresentou na aldeia como pastor. A história que a mulher relatou foi a seguinte: No dia 24 de dezembro, os habitantes paumari da Aldeia Crispim, receberam a visita de um homem, desconhecido, que dizia-se pastor e descendente de índios macuxi. O suposto pastor chegou acompanhado de um morador da aldeia, que ele conhecera em Lábrea poucos dias antes. O pastor pregou e encantou a todos co…

Faz mal uma palmadinha?

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE No apagar das luzes de 2011, a Câmara dos Deputados aprovou a Lei da Palmada, que proíbe os pais ou responsáveis de aplicarem castigos físicos nos filhos, o que vai alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O assunto, muito polêmico, tomou conta da mídia e das redes sociais. Discutiu-se a interferência do Estado no espaço familiar. Na ocasião, pensei até em dar também os meus pitacos sobre o uso de castigos corporais no processo educativo, mas decidi esperar que a poeira baixasse. A poeira está baixando. A mãe desse locutor que vos fala usou, na educação dos seus treze filhos, a surra, o que não constitui um exemplo a seguir, embora não tenha deixado - creio - sequelas e traumas. Um amigo meu, americano, economista, ficou horrorizado quando eu lhe contei que, por ser danado e briguento, peguei muita porrada em casa. Depois que conheceu minha mãe, ele filosofou, generalizando talvez apressadamente: - Mãe brasileira pode dar palmada, porque esse nã…

Nova Munduruku

Assistam esse belo documentário francês sobre a comunidade Nova Munduruku no Mato Grosso, produzido por Le Collectif Vira-Lata e La Lune Vagabonde, c/ narração de Daniel Munduruku.

Quem entende de índio?

O Estado brasileiro ainda continua tratando a questão indígena como no século XVI, ou seja, de acordo com a política da catequese. No passado era a catequese religiosa, e atualmente é a catequese social. No entanto, atualmente temos grandes líderes indígenas, como Marcos Terena, Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Azilene Kaigang. Estes são alguns dos mais antigos ativistas da causa indígena, que possuem experiência e trãnsito internacional em relação á questão dos direitos humanos.  Mas o governo brasileiro ainda insiste em escolher para cargos de autonomia executiva aqueles que "estudam" ou "estudaram" os índios. São "indigenistas", são "antropólogos", são especialistas disso e daquilo. Mas já passou da hora do próprio parente indígena conduzir as políticas públicas que dizem respeito ás suas raízes. Por mais competentes e estudiosos que sejam tais especialistas, o seu olhar será sempre do ponto de vista alheio á alma mais profunda da cultura anc…

Almir Suruí - Programa Roberto Justus mais

Escritores indígenas lutam para preservar idioma

Apenas 35 mil pessoas falam a língua shuar no mundo todo e a indígena Clara Sharupi é uma delas. Clara mora em Quito e utiliza a literatura para manter a sua cultura viva. O idioma shuar está na lista das mais de 2.500 línguas com risco de desaparecer, segundo a ONU. Por isso, uma geração de escritores indígenas está empenhada em fazer transição da linguagem oral à escrita, manter a visão do mundo que têm a sua tribo e demonstrar que as línguas que dominaram a América antes da conquista europeia podem fazer parte da literatura da região.


Fonte: FOLHA.COM | EFE

ONGs que atendem índios estão no topo do repasse de verbas federais

Daniel Favero
Alvo de denúncias e polêmicas no ano passado, as Organizações Não Governamentais (ONGs) receberam do governo federal mais de R$ 3,9 bilhões em 2011, valor 11% maior que os R$ 3,5 bilhões repassados em 2010. A Fundação Butantan (R$ 314.7 milhões), vinculada ao governo paulista, e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (R$ 141 milhões), do Ministério da Ciência e Tecnologia, foram as que campeãs de repasses. O que chama atenção entre as 15 organizações que mais receberam recursos são as entidades que trabalham com populações indígenas, que somam de mais de R$ 100 milhões no ano passado.

A terceira na lista foi a Missão Evangélica Caiuá, ligada à Igreja Presbiteriana, que atua na região de Dourados (MS) há mais de 80 anos. A instituição recebeu R$ 71 milhões do Ministério da Saúde por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para programas voltados à saúde, onde atendem cerca de 30 mil indígenas.

Essas entidades ocupam o espaço deixado pelo Estado no trato com a…