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Mostrando postagens de Setembro, 2011

KAYABI, APIACÁ E MUNDURUKU LANÇAM A CARTA DO TELES PIRES PARA PROTESTAR CONTRA AS UHES QUE SERÃO CONSTRUÍDAS NO RIO TELES PIRES. PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM DESTE PROTESTO!

OS Kaiabi do baixo Teles Pires, vêm a público manifestar sua discordância com a construção de usinas hidrelétricas no rio teles pires que causarão inúmeros impactos em suas terras e vidas, bem como alertar a sociedade em geral dos grandes riscos ambientais aos quais estaremos todos sujeitos. Denunciamos ainda, que todo o processo de construção de tais empreendiments contrariam frontalmente a Convenção 169, da OIT, principalmente no que tange ao direito ao Consentimento Livre, Prévio e Informado.

Abaixo a página do manifesto e de assinatura eletrônica.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N14647

Seminário discute como créditos de carbono podem ajudar reserva Tembé

Sessenta representantes do povo Tembé estão reunidos na Universidade Federal do Pará (UFPA) para participar do Seminário Desenvolvimento local e mitigação dos efeitos gases estufa via REDD na Terra Indígena do Alto Rio Guamá (TIARG). O evento realizado nos dias 29 e 30 de setembro, no auditório do Programa Pobreza e Meio Ambiente da Amazônia (Poema), discute formas de promover a preservação da floresta, de tal modo que o meio ambiente preservado seja fonte de recursos para a melhoria das condições de vida das populações indígenas que vivem em Reservas do Estado do Pará.
Segundo o coordenador do Poema, Thomas Mitschein, o primeiro dia da programação do Seminário se dedicou a discutir a relação ímpar que os povos indígenas têm com a natureza. “Diferente da sociedade ocidental, estes povos mantêm uma relação mais harmoniosa com o meio ambiente. Isso acontece por processos históricos e culturais que se sustentam até hoje. Nesta quinta-feira, 29 de setembro, discutimos isso, desde o context…

Mudança do clima ameaça culturas

José Eduardo Mendonça Povos indígenas são mais vulneráveis Há mais de 7 mil línguas no mundo hoje. A previsão é que metade delas, em muitos casos os repositórios de culturas indígenas, terão desaparecido nos próximos 50 anos. Isto tem ocupado muito a mente de Brigitte Baptiste, que assumiu este ano o cargo de diretora do Instituto de Recursos de Pesquisas Biológicas Alexander von Humboldt, do ministério do ambiente da Colômbia. Embora avaliações rigorosas da vulnerabilidade sejam escassas, disse ela, sabe-se que a mudança do clima causa alterações no crescimento da flora e da fauna em ecossistemas locais, em migrações animais e em ciclos naturais, como a polinização. Em alguns locais, as mudanças exigem que culturas indígenas se adaptem rapidamente ou pereçam, com a dificuldade de sustentar seus meios tradicionais de subsistência, diz o New York Times. Os wayuu, por exemplo, que viveram durante séculos no árido noroeste colombiano, dependem do rio Ranchera, alimentado por uma geleira, e d…

PRÊMIO JOÃO DE BARROS

JUSTIÇA MANDA SUSPENDER OBRAS DA USINA HIDROELÉTRICA DE BELO MONTE

Os povos do Xingu amanhecerão mais aliviados, pois a justiça Federal no Pará determinou a paralisação imediata das obras de construção da Usina Hidroelétrica de Belo Monte, por meio de uma liminar determinando a imediata paralisação da obra.


Por meio de nota, a Justiça Federal informou que trata-se de paralisação no "local onde são desenvolvidas atividades de pesca de peixes ornamentais associados da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira(Acepoat)". A entidade é autora de ação ajuizada na 9a Vara Federal, especializada no julgamento de causas ambientais.

Na decisão, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins proíbe o consórcio Norte Energia S.A.(Nesa), responsável pelas obras de construção da usina, de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu, como "implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, alteração da fauna ictiológica."

Segundo a decisão, poderão ter continuidade as obra…

Cacique Raoni recebe título de cidadão honorário de Paris

Renata Giraldi

O cacique Raoni recebeu o título de cidadão honorário de Paris, a capital da França. Ele está no país em campanha pela suspensão das obras da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A prefeitura de Paris informou que a escolha de Raoni foi feita baseada na atuação em defesa da Floresta Amazônica e dos povos indígenas do Brasil. Os franceses o consideram uma espécie de símbolo de luta pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento sustentável e pela conservação da biodiversidade. Raoni é 12º cidadão honorário de Paris. Na capital francesa desde a semana passada, o cacique tem o apoio na campanha contra Belo Monte de atores como Marion Cotillard e Vincent Cassel, além do diretor James Cameron, do filme Avatar. Ao receber o título, Raoni usava trajes indígenas. Ele pretende ficar em Paris até o próximo mês. Na semana passada, ao chegar a Paris, ele recebeu uma lista com mais de 100 mil assinaturas em apoio ao fim das obras de Belo Monte. O abaixo-assinado foi lançado há cerc…

OPAN considera um risco ver parlamentares que incentivam zoneamento ruralista e exclusão de terras indígenas criarem grupo para rever demarcações

IVANEIDE BANDEIRA CARDOZOFONTE: LOLA CAMPOS REBOLLAR
Cuiabá, MT – A Operação Amazônia Nativa (OPAN), organização que apoia os direitos dos povos indígenas, vem a público manifestar preocupação com a notícia que a Assembleia Legislativa e o governo de Mato Grosso vão formar um grupo de trabalho para avaliar propostas de criação de terras indígenas e atos pretéritos de homologação. As ressalvas referem-se aos interesses dos legisladores envolvidos na iniciativa, no momento em que eles próprios encaminham projetos extremamente nocivos aos povos, como o a lei de zoneamento socioeconômico e ecológico que elimina 14 terras indígenas do mapa e o recrudescimento de grandes desmatamentos motivados pela expectativa de flexibilização do Código Florestal Brasileiro. De acordo com o coordenador geral da OPAN, Ivar Busatto, ao propor a revisão das demarcações de terras indígenas, os parlamentares parecem legislar a favor de um lado só. “Eu quero ver que deputado vai se empenhar em rever as diminuiçõ…

Exposição de fotos revela o cotidiano dos índios Zo´É, do norte do Pará

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR


Imagem: Serge Guiraud/ Divulgação

Os índios da Tribo Zo´é mantêm um modo de vida tradicional num contexto de transformação. Vivem confinados, um isolamento quase total, em um universo de pouco mais de 240 pessoas, no norte do Pará.


Esse universo há muito faz parte do cotidiano do fotógrafo e cineasta Serge Guiraud, que percorre a região amazônica há mais de 25 anos. Ele expõe, agora, parte de seu acervo em Pernambuco, na mostra Zo´é – Os homens da última fronteira. A exposição será aberta nesta terça, às 18h, no auditório da Aliança Francesa (Derby) e fica em cartaz até 28 de outubro.

Material elaborado pela Biblioteca Nacional de Brasília, para o trabalho informacional relacionado a literatura indigena

Educar é como catar piolho na cabeça da criança.

É preciso que haja esperança, abandono, perseverança.
A esperança é crença de que se está cumprindo uma missão;
O abandono é a confiança do educando na palavra;
A presença é a perseguição aos mais teimosos dos piolhos, é não permitir que um único escape, se perca.
Só se educa pelo carinho e catar piolho é o carinho que o educador faz na cabeça do educando, estimulando-o a palavra é pela magia do silêncio.
Ser educador é ser confessor dos próprios sonhos e só quem é capaz de oferecer um colo para que o educando repouse a cabeça e se abandone ao som das palavras mágicas, pode fazer o outro construir seus próprios sonhos. E pouco importa se os piolhos são apenas imaginários...

Xipat Oboré
Daniel Munduruku





Denúncia Funai 19-09-2011

As impossíveis renúncias de Agostinho Neto e Eliane Potiguara

Comentário DM: Eis aqui uma bela e justa homenagem à nossa heroína moderna e irmã Eliane Potiguara.
Vale a pena uma atenta leitura.
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REDE GRUMIN DE MULHERES INDÍGENAS/BRASIL Agostinho Neto, Presidente AngolaEliane Potiguara, Embaixadora da Paz /GRUMIN/Brasil      Asimpossíveisrenúncias de Agostinho Neto e Eliane Potiguara (Carta para Eliane) LEONEL COSME Escritor e Ensaísta de Portugal
Tenho de começar por dizer que a minha memória não regista,depois da Renúncia Impossível, do maior poeta negro angolanoAgostinho Neto,outro livro tão perturbador como é"Metade cara, metademáscara", da escritora e poeta índia brasileira Eliane Potiguara, a cuja apresentação assisti,na cidade do Porto,a 13 de Novembro de 2010, em Portugal.Perturbador, a todos os títulos, mas logo pelas epígrafes escolhidas para introduzir a sua mensagem de autora índia vinda do Brasil, face a uma audiência expectante porque, nageneralidade,distanciada, física e culturalmen…