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Mostrando postagens de Abril, 2011

Índios também querem participar da Rio 20

O movimento indígena quer participar da organização da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o Desenvolvimento Sustentável, chamada de Rio 20, que ocorrerá em 2012, no Rio de Janeiro. Hoje (29), o líder indígena Marcos Terena cobrou do governo federal a criação do grupo de trabalho responsável por definir a posição brasileira no encontro. Para ele, essa é uma discussão que não pode ficar restrita aos meios diplomáticos.
"O governo precisa criar um grupo de trabalho para construção do evento, não ficar só o Itamaraty. O Itamaraty é um aliado importante, mas queremos dialogar com o Ministério de Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento Agrário, que têm posições contraditórias em relação aos créditos de carbono, por exemplo" declarou Terena, durante encontro sobre a Rio 20, que ocorreu hoje (29), no Rio.
Para organizar as demandas dos índios, Terena disse haverá uma reunião, em agosto, na cidade de Manaus. O objetivo é preparar um documento relacionando as questões considera…

Índice de homicídios em aldeias de Dourados é 800% maior que média

Para atender uma decisão liminar na Justiça, cujo pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), a União Federal e a Fundação Nacional do Índio (Funai) deverão manter a segurança nas aldeias Bororó e Jaguapirú, em Dourados (MS).  O efetivo mínimo de doze policiais poderá ser disponibilizado pela Polícia Federal ou pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, através de convênio. São 12 mil pessoas confinadas em uma reserva de 3,6 mil hectares, constituída na década de 1920 em Dourados, 2ª maior cidade de Mato Grosso do Sul, localizada a 225 quiômetros ao sul de Campo Grande. Reserva de Dourados, líder em homicídios e suicídios O custo social do confinamento de índios em terras ocupadas por diversas etnias indígenas, que foram progressivamente sendo exterminadas ou unidas forçosamente nas reservas criadas pelo Serviço de Proteção ao Índio (STI), pode ser traduzido pela perda daquelas tradições, pela penúria econômica e pelo grau assustador de violência em que vivem os habitante…

Evento Abril Indígena agora em Rondônia

O Abril Indígena em Rondônia está sendo marcado por dois grandes momentos: Assembleia da Organização das Mulheres Indígenas de Rondônia (Omiron), nos dias 25 e 26 de abril, e Assembléia da Coordenação da União das Nações e Povos Indígenas de Rondônia, Noroeste do Mato Grosso e sul do Amazonas (Cunpir), realizada entre os dias 27 e 29. Os dois eventos estão acontecendo no Centro Arquidiocesano de Pastoral (CAP), em Porto Velho.

O Fortalecimento do Movimento e Organização Indígena - Resistência e Luta é o tema que norteia toda a discussão. Entre os temas a serem trabalhados estão: políticas públicas; mulher e sua força cultural; território e territorialidade; reestruturação da Funai; grandes Projetos (crédito de carbono, meio ambiente, impactos e indenizações por parte do complexo do madeira); criação de uma secretaria estadual indígena e as eleições de novas coordenações.

No início da Assembleia da Organização das Mulheres Indígenas de Rondônia, na tarde do dia 25, lideranças homens …

Semana Cultural Guarani e Educação Escolar Indígena

6a Semana Cultural Guarani e 2a Conferência da Educação Escolar Indígena Itaty:
Nhandereko Tenonde Rã - O Futuro da Nossa Cultura

Palestras, debates, oficinas, comida típica, apresentação do coral, exposição de artesanato, canto e dança, pintura corporal e jogos guarani.


O evento é organizado pelas lideranças da etnia indígena guarani, com apoio da Orionópolis Catarinense, do departamento de eventos da Unisul e do projeto "Povos Originários" (grupo de estudos da UNISUL conhecido também como “Revitalizando Culturas”).

O encontro tem um objetivo endocultural, como explica o coordenador do projeto “Povos Originários”, Jaci Rocha Gonçalves. “Isso é um estímulo para que a cultura se fortaleça em si mesma, possa firmar seus valores”. O coordenador ainda ressalta que o evento tem a organização do povo indígena. “A pauta do evento são eles que definem, eles são muito bem organizados, cada um tem a sua função”.

Esse ano o tema do evento será o “Nhandereko Tenonde Rã”, em português “O F…

Almanaque Brasil - Daniel Munduruku

Escrito por João Rocha

"Manter-se vivo é a maior contribuição que o índio pode dar ao Brasil."




 Foi por truque do acaso que ele nasceu na cidade. Os pais viviam numa aldeia paraense. A mãe, grávida, viajou a Belém e o menino resolveu conhecer o mundo antes do esperado.  Foi também por conta da curiosidade que, aos 15 anos, Daniel Munduruku deixou para trás a aldeia, formou-se em Filosofia, especializou-se em História e Psicologia e tornou-se um dos primeiros índios doutores do Brasil.  O confronto entre a tradição do povo munduruku e a vida na cidade ele transformou em histórias. E as histórias em instrumentos de diálogo.  “Como educador, percebi que éramos dois povos assustados um com o outro. Era preciso aprender com as diferenças. ” Com 40 livros publicados – voltados sobretudo para as crianças –, Daniel acredita que, apesar dos avanços, ainda há muito a fazer para que os povos indígenas sejam realmente reconhecidos dentro da pluralidade cultural brasileira.  Questionado q…

Autêntica Editora - Apóia o 8º Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas

Amigos e parentes, Conseguimos este importante apoio para nosso concurso.
Mandem seus originais para concorrer.
Xipat Oboré (Tudo de bom)
Daniel Munduruku!



http://www.autenticaeditora.com.br/fique_por_dentro/noticias/439

Usina de Belo Monte: desmoralização pública e internacional do País

No final de 2010 a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) recebeu uma petição contra a usina de Belo Monte com três pedidos de Medidas Cautelares. Assinaram em apoio 34 organizações brasileiras.   A petição descreve as irregularidades do processo de licenciamento de Belo Monte e principalmente a ausência da consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas da bacia do Xingu. Os peticionários pediram que fosse suspenso imediatamente o processo de licenciamento, que fosse interrompida as atividades do Estado brasileiro ou de terceiros e que fossem respeitados os direitos humanos das pessoas e comunidades da região afetada. O governo brasileiro se pronunciou, finalmente, em 17 de março. Ao que tudo indica (ainda não está disponível) as justificativas não foram convincentes e a CIDH emitiu uma Medida Cautelar em primeiro de abril. No documento, a comissão solicita ao Estado brasileiro que suspenda imediatamente o processo de licen…

Movimentos sociais querem que governo faça reforma agrária e demarque terras indígenas

Relatório divulgado nesta quarta apresenta série de denúncias sobre repressão Representantes de movimentos sociais vão pressionar o governo brasileiro a adotar medidas que coloquem um fim às ações de criminalização, difamação e vitimização desses movimentos e de defensores de direitos humanos. Esta semana, durante reuniões com parlamentares, embaixadores e ministros líderes dos movimentos sociais vão exigir que o governo faça a reforma agrária e a demarcação de terras indígenas e quilombolas.

O relatório Processo de Articulação e Diálogo (PAD), divulgado nesta quarta, dia 6, apresenta uma série de denúncias sobre repressão aos movimentos sociais pelo governo e empresas transnacionais. Entre os casos denunciados está a criminalização dos defensores de direitos humanos ligados à reforma agrária, principalmente no Rio Grande do Sul.

De acordo com o estudo, mais de 12 mil famílias conquistaram um pedaço de terra no estado e organizaram-se em cerca de 300 assentamentos. No entanto, 2,5 mil …

Sarau lítero-musical sobre literatura indígena. Lei 11.645/08: Modos de usar

Amig@s,
Segue o cartaz do Jantar Indígena e do sarau lítero-musical psicodélico que iremos promover no dia 16 de abril.
As vagas são limitadas.

Abraços
Daniel Munduruku
Xipat Oboré (Tudo de Bom!)


NOVO LIVRO DE OLÍVIO JEKUPÉ: TEKOA - CONHECENDO UMA ALDEIA INDÍGENA - EDITORA GLOBAL

"Esse livro vai ser de grande ajuda para todos.
Não só porque é uma leitura simples e gostosa, mas porque vai mostrar a história de um Juruá kurumim, um garoto não-índio que sonha conhecer uma aldeia indígena. Ao conseguir, ficará um mês, e irá observar a cultura daquela comunidade.
Essa experiência lhe trará muitos conhecimentos e sabedoria acerca de sua própria vida.
 Tanto o leitor comum, quanto os professores que desejam trabalhar a temática indígena em sala de aula, tem neste livro, a oportunidade de mergulhar através das letras de Olívio e ilustrações de Maurício Negro, no cotidiano do Povo Guarani, maior população indígena do Brasil.
 Aliás, a maioria dos brasileiros nunca foi numa aldeia indígena, por isso o livro que escrevi é importante, pois leva o Tekoa Guarani até o leitor. Aproximando estes dois universos que interagem no mesmo contexto existencial."

OLÍVIO JEKUPÉ - ESCRITOR E POETA.
ALDEIA KRUKUTU.
oliviojekupe@yahoo.com.br